Ao longo do semestre irei falar de alguns temas relacionados com a economia que me interessam bastante. Por isso, decidi organizar como introdução do trabalho um pequeno vocabulário relacionado com a economia, com as palavras mais usadas para ser mais fácil compreender os assuntos que escolhi tratar.
O que é a Economia?
Economia é a ciência social que estuda a produção, distribuição e consumo de bens e serviços.
Lionel Robbins definiu economia como sendo “a ciência que estuda as formas de comportamento humano resultantes da relação existente entre as ilimitadas necessidades a satisfazer e os recursos que, embora escassos, se prestam a usos alternativos”.
A Economia pode ser definida como a ciência que estuda a maneira pela qual os homens decidem empregar recursos escassos, para satisfazer os desejos e necessidades humanas, que são ilimitadas. É o estudo da utilização de bens escassos que podem ter usos alternativos.
O que é a Escassez?
Escassez significa que os recursos disponíveis são insuficientes para satisfazer todas as necessidades e desejos. Estando ausentes a escassez dos recursos e a possibilidade de fazer usos alternativos desses recursos, não haverá problema económico.
Áreas da ciência económica(podem ser divididas e classificadas de várias formas e em vários tipos)
• Microeconomia e macroeconomia
• Economia positiva ("o que é") e economia normativa ("o que deveria ser")
• Economia ortodoxa e economia heterodoxa
• Campos e categorias mais amplas dentro da economia.
Microeconomia: examina o comportamento económico dos agentes (inclusive indivíduos e firmas) e suas interacções em mercados específicos, dadas a escassez e regulação governamental.
A teoria considera agregados de uma quantidade demandada por compradores e quantidade ofertada por vendedores para cada preço possível por unidade. A microeconomia une esses aspectos para descrever como o mercado pode atingir um equilíbrio em relação ao preço e a quantidade negociada ou responder a variações no mercado ao longo do tempo. Isso é geralmente referido como análise de oferta e demanda.
Macroeconomia: examina a economia como um todo, "de cima para baixo", para explicar amplos agregados e suas interacções. Tais agregados incluem as medições do produto nacional bruto, a taxa de desemprego, e inflação dos preços e subagregados como o consumo todas e os gastos com investimento e seus componentes. Ela também estuda os efeitos da política monetária e política fiscal.
Economia positiva: tenta explicar o comportamento ou o fenómeno económico.
Economia normativa: da prioridade a escolhas e acções por algum conjunto de critérios; tais prioridades reflectem juízos de valor, inclusive a selecção dos critérios.
Economia Ortodoxa: aquela que lida com o nexo "racionalidade-individualismo-equilíbrio".
Economia Heterodoxa: seria definida por um nexo "instituições-história-estrutura social".
Um dos usos da economia é explicar como as economias, como sistemas económicos, funcionam e quais são as relações entre agentes económicos na sociedade em geral. Métodos de análise económica têm sido cada vez mais aplicados em campos de estudo que envolvem pessoas que tomam decisões em um contexto social, como crime. Educação, a família, saúde, direito, política, religião, instituições sociais, e guerra.
O que são agentes económicos? Os agentes económicos são os responsáveis pelas acções económicas que desenvolvem num sistema económico:
a) Famílias (ou indivíduos) – fornecem os recursos de factores (trabalho, capital, recursos naturais etc.) de sua propriedade aos outros agentes. Actuam como consumidores. Empresas (privadas e públicas) – são os agentes produtores de bens e serviços, que compõem o aparelho de produção da economia nacional. Organizam factores produtivos e destinam o resultado de sua actividade ao mercado (onde a produção atinge seu destino final).
b) Governo (administração pública) – são órgãos que se dedicam a prestar serviços à sociedade, que são consumidos pela colectividade. Seus produtos são indivisíveis. Administrações públicas: federais, estaduais e municipais.
c) Resto do Mundo – (comércio exterior) – regista as transacções económicas ocorridas com agentes económicos pertencentes a outros países.
O que é a inflação?
Em economia, inflação é a queda do valor de mercado ou poder de compra do dinheiro. Isso é equivalente ao aumento no nível geral de preços. Inflação é o oposto de deflação. Inflação zero, ou muito baixa, é uma situação chamada de estabilidade de preços.
O que é a produtividade? A produtividade é basicamente definida como a relação entre a produção e os factores de produção utilizados.
A produção é definida como os bens produzidos (quantidade de produtos produzidos). Os factores de produção são definidos como sejam pessoas, máquinas, materiais e outros. Quanto maior for a relação entre a quantidade produzida por factores utilizados maior é a produtividade.
A produtividade é muitas vezes medida por trabalhador mas em muitas situações onde os custos com pessoas são uma percentagem reduzida dos custos totais têm que se ter em conta os outros factores necessários para produzir os resultados pretendidos.
No ambiente agronómico ou agrícola, produtividade é definida como a quantidade de produção por unidade de área. Exemplo kg/ha = quilogramas por hectare.
As energias renováveis, benefícios fiscais e o impacto na economia mundial
Como já todos nós sabemos, cada vez se aposta mais nas energias renováveis, visto que são bens não sujeitos à escassez e que podem estar ao dispor de toda a gente a preços muito mais acessíveis do que das energias não renováveis que de dia para dia se ouve nas notícias que os seus preços sobem cada vez mais. Escusado será dizer que apesar de as energias renováveis serem mais baratas não poluem o ambiente visto que é o próprio que as fornece.
A generosidade da natureza para com o nosso país e a subida continuada do preço da energia fazem das energias renováveis alternativas cada vez mais atractivas. O Governo deu recentemente uma ajuda, ao instituir benefícios fiscais para até 30% dos investimentos em energias renováveis.
Os consumidores domésticos que resolverem transformar-se em micro-produtores poderão conseguir uma poupança anual de até 3.000 euros na factura energética e recuperação do investimento inicial num período de 5 anos.
Foi publicado, a 2 de Novembro de 2007, o Decreto-Lei 363/2007 que avança com o regime simplificado aplicável à micro-produção de electricidade, também designado por “Renováveis na Hora”. O Decreto-Lei entrou em vigor em 2 de Fevereiro de 2008.
A utilização deste tipo de energia já permitia a dedução à colecta, mas o seu valor era somado às deduções de despesas de juros com a habitação e não podiam ultrapassar um determinado limite.
Com o orçamento de estado para 2008, o governo passou a diferenciar estas duas deduções, que passam a ser contabilizadas em separado. Nos juros com a habitação o tecto das deduções passa a ser 568 euros, e a estes acrescem mais 777 euros, o valor máximo das deduções para investimentos em energias renováveis. Permite-se, assim o acesso a esta dedução aos que ainda se encontram a pagar empréstimo para compra de habitação própria.
Na proposta de orçamento de estado, considera-se que podem ser dedutíveis à colecta 30% das importâncias despendidas com a aquisição de equipamentos novos para utilização de energias renováveis, incluindo equipamentos complementares ao seu funcionamento.
Através da dedução à colecta prevista poderá reduzir significativamente o período de amortização do equipamento – no caso da água quente solar em cerca de 2 anos. Esta medida integra-se no propósito previsto no PNAC de instalar 500 mil metros quadrados de colectores solares até 2010.
Os consumidores de baixa tensão normal (BTN) em Portugal podem optar por investir em equipamentos, como micro fotovoltaico e micro-eólica. Para se beneficiar de micro-produção é obrigatória a instalação de colectores solares térmicos.
Relativamente aos colectores solares, é de mencionar que só é admissível o recurso a colectores certificados (Marca CERTIF), instalados por um técnico certificado com CAP de instalador solar térmico e o estabelecimento de um contrato de manutenção de 6 anos.
As energias renováveis permitem a todas as comunidades agir de acordo com o ecossistema em que estão inseridos. O conceito de desenvolvimento sustentável pode resumir-se no seguinte conceito: não usar o que não temos.
Esta forma de pensar levanta grandes questões aos padrões de vida actuais em que estamos habituados a viver independentemente do ecossistema que nos rodeia. O facto de passarmos a utilizar os recursos energéticos que nos rodeiam, apostando na descentralização, no equilíbrio ecológico, respeito pelo meio ambiente e sustentabilidade (por oposição a monopólios e a centralização) são a aposta clara para podermos viver em verdadeira harmonia.
As energias renováveis caracterizadas no seu todo englobam: solar foto voltaico e térmico; eólica; biomassa e bio combustíveis; hídrica; oceano, ondas e marés; geotermia. Todas estas fontes de energia existem em diferentes proporções no planeta Terra e o uso delas todas constitui a fórmula para que possamos aproveitar a energia disponível em cada ecossistema sustentadamente.
Desde calor, electricidade, passando por força motriz e indo mesmo ao armazenamento temos tudo o que necessitamos. Grande parte dos problemas mundiais da humanidade actualmente foram criados por nós próprios e a solução afigura-se algo complexa no mundo actual com todos os seus vícios. As Energias Renováveis e o seu uso resolverão grande parte dos problemas nos chamados países em desenvolvimento, porque poderão ter energia disponível com base nos seus recursos e não nos recursos dos países desenvolvidos (sejam eles tecnológicos ou mesmo em matérias primas).
O seu desenvolvimento será à medida das suas necessidades versus disponibilidade.
Portugal é um país abençoado: ameno, com amplos recursos solares, eólicos, em biomassa, hídricos, de marés, do oceano e mesmo geotérmicos. No entanto somos totalmente dependentes dos combustíveis fósseis, para lá da grande hídrica – apenas válida na componente de produção de electricidade – e não apostámos em qualquer outra forma de energia renovável para lá dos diversos mini projectos de investigação que existem. Recentemente a energia eólica saltou para os jornais como campeã das renováveis a par do solar foto voltaico e dos bio combustíveis. No entanto a abordagem tem sido economicista e portanto todo o investimento tem vindo de fora com os dividendos a não ficarem em Portugal. Os portugueses não têm qualquer relação com as renováveis e os grandes problemas da nação actualmente: aumento do preço dos combustíveis fósseis (todos estão indexados ao petróleo), desemprego, aumento do custo de vida podiam todos ter uma resposta diferente caso o investimento nos recursos nacionais tivesse sido feito a par de formação de quadros nestas áreas.
Mesmo neste panorama sombrio as Energias Renováveis começam a fazer parte do léxico dos portugueses. Os “painéis solares” no Alentejo, “as ventoinhas” na zona do oeste e norte do País são já citados por muitos.
O crescimento eólico deu-se de pouco menos de 100 MW de potência instalada em 2000 para mais de 2000 MW em finais do ano de 2007, isto significa um aumento de 20 vezes em apenas 20 anos. O foto voltaico de 1,2 MW para 14,5 MW, em 7 anos quase 14 vezes.
Mas temos de ir aos menos falados: biomassa sem co-geração de 8 para 24, 3 vezes em 7 anos, bio gás de 1 para 12,4, 12 vezes. Comparemo-nos com a Europa:
Estamos perto do topo e devemos estar contentes, mas pense-se em quantos de nós estiveram e estão ligados ao sector das renováveis; Que o consumo energético não é electricidade apenas; Quantos colectores solares térmicos têm instalado no nosso país? Porque continuamos a negligenciar as ondas do nosso mar? E as marés? Fala-se também no aumento da fome e escassez de alimentos (cereais) a nível mundial e uma das formas de energia renovável – os biocombustíveis – estão na sua origem, mas se observarmos o que se passa na realidade vemos que os países desenvolvidos querem irredutivelmente continuar agarrados aos seus estilos de vida e os pobres têm de ver o seu milho e outras culturas alimentares serem utilizadas para produzir combustível para os automóveis dos norte-americanos e europeus. Mais uma vez o desenvolvimento sustentável é um slogan e não um estilo de vida. Pode custar, mas temos de ser capazes de perceber que existem limites!
Precisamos de evoluir, necessitamos de nos especializar e crescer numa vertente de independência e sermos capazes de nos sustentar e progredir em termos da nossa qualidade de vida. Ou seja podemos resolver o nosso problema com os nossos recursos e ao mesmo tempo poder ter algo em que podemos exportar conhecimento e tecnologia, bem como partilhar a nossa experiência com outros povos.
_
AVALIAÇÃO: Já fez bastante trabalho de pesquisa e sistematização da informação, embora a parte da energias renováveis falhe uma sintese e sistematização.
A partir daqui é preciso fazer um trabalho mais analítico e de organização e resumo da informação. (Bom)- lmadurei Nov 9, 2009
Economia, Sociedade e Desenvolvimento
Ao longo do semestre irei falar de alguns temas relacionados com a economia que me interessam bastante. Por isso, decidi organizar como introdução do trabalho um pequeno vocabulário relacionado com a economia, com as palavras mais usadas para ser mais fácil compreender os assuntos que escolhi tratar.
O que é a Economia?
Economia é a ciência social que estuda a produção, distribuição e consumo de bens e serviços.
Lionel Robbins definiu economia como sendo “a ciência que estuda as formas de comportamento humano resultantes da relação existente entre as ilimitadas necessidades a satisfazer e os recursos que, embora escassos, se prestam a usos alternativos”.
A Economia pode ser definida como a ciência que estuda a maneira pela qual os homens decidem empregar recursos escassos, para satisfazer os desejos e necessidades humanas, que são ilimitadas. É o estudo da utilização de bens escassos que podem ter usos alternativos.
O que é a Escassez?
Escassez significa que os recursos disponíveis são insuficientes para satisfazer todas as necessidades e desejos. Estando ausentes a escassez dos recursos e a possibilidade de fazer usos alternativos desses recursos, não haverá problema económico.
Áreas da ciência económica (podem ser divididas e classificadas de várias formas e em vários tipos)
• Microeconomia e macroeconomia
• Economia positiva ("o que é") e economia normativa ("o que deveria ser")
• Economia ortodoxa e economia heterodoxa
• Campos e categorias mais amplas dentro da economia.
Microeconomia: examina o comportamento económico dos agentes (inclusive indivíduos e firmas) e suas interacções em mercados específicos, dadas a escassez e regulação governamental.
A teoria considera agregados de uma quantidade demandada por compradores e quantidade ofertada por vendedores para cada preço possível por unidade. A microeconomia une esses aspectos para descrever como o mercado pode atingir um equilíbrio em relação ao preço e a quantidade negociada ou responder a variações no mercado ao longo do tempo. Isso é geralmente referido como análise de oferta e demanda.
Macroeconomia: examina a economia como um todo, "de cima para baixo", para explicar amplos agregados e suas interacções. Tais agregados incluem as medições do produto nacional bruto, a taxa de desemprego, e inflação dos preços e subagregados como o consumo todas e os gastos com investimento e seus componentes. Ela também estuda os efeitos da política monetária e política fiscal.
Economia positiva: tenta explicar o comportamento ou o fenómeno económico.
Economia normativa: da prioridade a escolhas e acções por algum conjunto de critérios; tais prioridades reflectem juízos de valor, inclusive a selecção dos critérios.
Economia Ortodoxa: aquela que lida com o nexo "racionalidade-individualismo-equilíbrio".
Economia Heterodoxa: seria definida por um nexo "instituições-história-estrutura social".
Um dos usos da economia é explicar como as economias, como sistemas económicos, funcionam e quais são as relações entre agentes económicos na sociedade em geral. Métodos de análise económica têm sido cada vez mais aplicados em campos de estudo que envolvem pessoas que tomam decisões em um contexto social, como crime. Educação, a família, saúde, direito, política, religião, instituições sociais, e guerra.
O que são agentes económicos?
Os agentes económicos são os responsáveis pelas acções económicas que desenvolvem num sistema económico:
a) Famílias (ou indivíduos) – fornecem os recursos de factores (trabalho, capital, recursos naturais etc.) de sua propriedade aos outros agentes. Actuam como consumidores. Empresas (privadas e públicas) – são os agentes produtores de bens e serviços, que compõem o aparelho de produção da economia nacional. Organizam factores produtivos e destinam o resultado de sua actividade ao mercado (onde a produção atinge seu destino final).
b) Governo (administração pública) – são órgãos que se dedicam a prestar serviços à sociedade, que são consumidos pela colectividade. Seus produtos são indivisíveis. Administrações públicas: federais, estaduais e municipais.
c) Resto do Mundo – (comércio exterior) – regista as transacções económicas ocorridas com agentes económicos pertencentes a outros países.
O que é a inflação?
Em economia, inflação é a queda do valor de mercado ou poder de compra do dinheiro. Isso é equivalente ao aumento no nível geral de preços. Inflação é o oposto de deflação. Inflação zero, ou muito baixa, é uma situação chamada de estabilidade de preços.
O que é a produtividade?
A produtividade é basicamente definida como a relação entre a produção e os factores de produção utilizados.
A produção é definida como os bens produzidos (quantidade de produtos produzidos). Os factores de produção são definidos como sejam pessoas, máquinas, materiais e outros. Quanto maior for a relação entre a quantidade produzida por factores utilizados maior é a produtividade.
A produtividade é muitas vezes medida por trabalhador mas em muitas situações onde os custos com pessoas são uma percentagem reduzida dos custos totais têm que se ter em conta os outros factores necessários para produzir os resultados pretendidos.
No ambiente agronómico ou agrícola, produtividade é definida como a quantidade de produção por unidade de área. Exemplo kg/ha = quilogramas por hectare.
As energias renováveis, benefícios fiscais e o impacto na economia mundial
Como já todos nós sabemos, cada vez se aposta mais nas energias renováveis, visto que são bens não sujeitos à escassez e que podem estar ao dispor de toda a gente a preços muito mais acessíveis do que das energias não renováveis que de dia para dia se ouve nas notícias que os seus preços sobem cada vez mais. Escusado será dizer que apesar de as energias renováveis serem mais baratas não poluem o ambiente visto que é o próprio que as fornece.
A generosidade da natureza para com o nosso país e a subida continuada do preço da energia fazem das energias renováveis alternativas cada vez mais atractivas. O Governo deu recentemente uma ajuda, ao instituir benefícios fiscais para até 30% dos investimentos em energias renováveis.
Os consumidores domésticos que resolverem transformar-se em micro-produtores poderão conseguir uma poupança anual de até 3.000 euros na factura energética e recuperação do investimento inicial num período de 5 anos.
Foi publicado, a 2 de Novembro de 2007, o Decreto-Lei 363/2007 que avança com o regime simplificado aplicável à micro-produção de electricidade, também designado por “Renováveis na Hora”. O Decreto-Lei entrou em vigor em 2 de Fevereiro de 2008.
A utilização deste tipo de energia já permitia a dedução à colecta, mas o seu valor era somado às deduções de despesas de juros com a habitação e não podiam ultrapassar um determinado limite.
Com o orçamento de estado para 2008, o governo passou a diferenciar estas duas deduções, que passam a ser contabilizadas em separado. Nos juros com a habitação o tecto das deduções passa a ser 568 euros, e a estes acrescem mais 777 euros, o valor máximo das deduções para investimentos em energias renováveis. Permite-se, assim o acesso a esta dedução aos que ainda se encontram a pagar empréstimo para compra de habitação própria.
Na proposta de orçamento de estado, considera-se que podem ser dedutíveis à colecta 30% das importâncias despendidas com a aquisição de equipamentos novos para utilização de energias renováveis, incluindo equipamentos complementares ao seu funcionamento.
Através da dedução à colecta prevista poderá reduzir significativamente o período de amortização do equipamento – no caso da água quente solar em cerca de 2 anos. Esta medida integra-se no propósito previsto no PNAC de instalar 500 mil metros quadrados de colectores solares até 2010.
Os consumidores de baixa tensão normal (BTN) em Portugal podem optar por investir em equipamentos, como micro fotovoltaico e micro-eólica. Para se beneficiar de micro-produção é obrigatória a instalação de colectores solares térmicos.
Relativamente aos colectores solares, é de mencionar que só é admissível o recurso a colectores certificados (Marca CERTIF), instalados por um técnico certificado com CAP de instalador solar térmico e o estabelecimento de um contrato de manutenção de 6 anos.
As energias renováveis permitem a todas as comunidades agir de acordo com o ecossistema em que estão inseridos. O conceito de desenvolvimento sustentável pode resumir-se no seguinte conceito: não usar o que não temos.
Esta forma de pensar levanta grandes questões aos padrões de vida actuais em que estamos habituados a viver independentemente do ecossistema que nos rodeia. O facto de passarmos a utilizar os recursos energéticos que nos rodeiam, apostando na descentralização, no equilíbrio ecológico, respeito pelo meio ambiente e sustentabilidade (por oposição a monopólios e a centralização) são a aposta clara para podermos viver em verdadeira harmonia.
As energias renováveis caracterizadas no seu todo englobam: solar foto voltaico e térmico; eólica; biomassa e bio combustíveis; hídrica; oceano, ondas e marés; geotermia. Todas estas fontes de energia existem em diferentes proporções no planeta Terra e o uso delas todas constitui a fórmula para que possamos aproveitar a energia disponível em cada ecossistema sustentadamente.
Desde calor, electricidade, passando por força motriz e indo mesmo ao armazenamento temos tudo o que necessitamos. Grande parte dos problemas mundiais da humanidade actualmente foram criados por nós próprios e a solução afigura-se algo complexa no mundo actual com todos os seus vícios. As Energias Renováveis e o seu uso resolverão grande parte dos problemas nos chamados países em desenvolvimento, porque poderão ter energia disponível com base nos seus recursos e não nos recursos dos países desenvolvidos (sejam eles tecnológicos ou mesmo em matérias primas).
O seu desenvolvimento será à medida das suas necessidades versus disponibilidade.
Portugal é um país abençoado: ameno, com amplos recursos solares, eólicos, em biomassa, hídricos, de marés, do oceano e mesmo geotérmicos. No entanto somos totalmente dependentes dos combustíveis fósseis, para lá da grande hídrica – apenas válida na componente de produção de electricidade – e não apostámos em qualquer outra forma de energia renovável para lá dos diversos mini projectos de investigação que existem. Recentemente a energia eólica saltou para os jornais como campeã das renováveis a par do solar foto voltaico e dos bio combustíveis. No entanto a abordagem tem sido economicista e portanto todo o investimento tem vindo de fora com os dividendos a não ficarem em Portugal. Os portugueses não têm qualquer relação com as renováveis e os grandes problemas da nação actualmente: aumento do preço dos combustíveis fósseis (todos estão indexados ao petróleo), desemprego, aumento do custo de vida podiam todos ter uma resposta diferente caso o investimento nos recursos nacionais tivesse sido feito a par de formação de quadros nestas áreas.
Mesmo neste panorama sombrio as Energias Renováveis começam a fazer parte do léxico dos portugueses. Os “painéis solares” no Alentejo, “as ventoinhas” na zona do oeste e norte do País são já citados por muitos.
O crescimento eólico deu-se de pouco menos de 100 MW de potência instalada em 2000 para mais de 2000 MW em finais do ano de 2007, isto significa um aumento de 20 vezes em apenas 20 anos. O foto voltaico de 1,2 MW para 14,5 MW, em 7 anos quase 14 vezes.
Mas temos de ir aos menos falados: biomassa sem co-geração de 8 para 24, 3 vezes em 7 anos, bio gás de 1 para 12,4, 12 vezes. Comparemo-nos com a Europa:
Estamos perto do topo e devemos estar contentes, mas pense-se em quantos de nós estiveram e estão ligados ao sector das renováveis; Que o consumo energético não é electricidade apenas; Quantos colectores solares térmicos têm instalado no nosso país? Porque continuamos a negligenciar as ondas do nosso mar? E as marés? Fala-se também no aumento da fome e escassez de alimentos (cereais) a nível mundial e uma das formas de energia renovável – os biocombustíveis – estão na sua origem, mas se observarmos o que se passa na realidade vemos que os países desenvolvidos querem irredutivelmente continuar agarrados aos seus estilos de vida e os pobres têm de ver o seu milho e outras culturas alimentares serem utilizadas para produzir combustível para os automóveis dos norte-americanos e europeus. Mais uma vez o desenvolvimento sustentável é um slogan e não um estilo de vida. Pode custar, mas temos de ser capazes de perceber que existem limites!
Precisamos de evoluir, necessitamos de nos especializar e crescer numa vertente de independência e sermos capazes de nos sustentar e progredir em termos da nossa qualidade de vida. Ou seja podemos resolver o nosso problema com os nossos recursos e ao mesmo tempo poder ter algo em que podemos exportar conhecimento e tecnologia, bem como partilhar a nossa experiência com outros povos.
Bibliografia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia
http://www.acores.com/?page=art_det&ida=461
http://pt.wikipedia.org/wiki/Infla%C3%A7%C3%A3o
http://pt.shvoong.com/books/dictionary/1631102-que-%C3%A9-infla%C3%A7%C3%A3o/
http://www.energiasrenovaveis.com/DetalheNoticias.asp?ID_conteudo=131&ID_area=15
http://www.greenpeace.org/brasil/energia/noticias/investimento-em-energias-renov
http://economiafinancas.com/2008/06/beneficios-fiscais-nas-energias-renovaveis/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Produtividade
http://www.cursosnocd.com.br/economia/agentes-economicos.htm
_
AVALIAÇÃO: Já fez bastante trabalho de pesquisa e sistematização da informação, embora a parte da energias renováveis falhe uma sintese e sistematização.
A partir daqui é preciso fazer um trabalho mais analítico e de organização e resumo da informação. (Bom)-